sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Jóias no lixo


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A artista Christine Juillan descobriu uma forma de tirar jóias do lixo - união da criatividade com a reciclagem.

Essas peças únicas, que estamos vendo nesta postagem foram criadas a partir de materiais de reciclagem artesanal como garrafas, faróis de automóveis, materiais eletrônicos, etc.

Essas jóias contemporâneas evidenciam que se olharmos o lixo com outros olhos podemos literalmente encontrar ou criar, algo único e valioso.


Então vamos repensar!


por Raquel Benac






Do óleo para o sabão

Muitas vezes, por desconhecermos os malefícios decorrentes do manejo inadequado do óleo (o que a gente usa na cozinha) e das oportunidades dos benefícios sociais, culturais e econômicos deste, lançamos o óleo que não presta mais para o uso,  na pia, em terrenos baldios, no lixo, dentre outros locais.

Com tal prática há várias consequências, como:



* Entupimento das tubulações de esgoto doméstico, já que o óleo não se mistura com a água, e com isso aquele retém resíduos sólidos em forma de película, dificultando assim, o funcionamento do esgoto




* Contaminação do solo




*Contaminação dos recursos hídricos (rios, mares, água subterrânea)







Estas consequências em grandes escalas (sem um controle) podem gerar problemas maiores ainda, como :

* Mortandade de espécies aquáticas


* A água para consumo contaminada -------------- = escassez de água; produção de alimentos reduzida; doenças em humanos...






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Entupimento na rede de esgoto devido ao excesso de gordura na rede 





Embora existam muitos problemas relacionados com      
a destinação inadequada do óleo, há muitos benefícios relacionados ao manejo correto deste, como a geração de renda, a preservacão dos recursos hídricos, a valorização do trabalho artesanal e local, a redução de lixo, etc.





Para isso, basta reciclarmos o óleo em sabão( a reciclagem é um manejo adequado do óleo usado)! Isso mesmo! Vamos aprender e colocar em ação esta receita?

Transformando o óleo em sabão

1- Reserve 5 litros de óleo utilizado em garrafas pets

2- Filtre este óleo (pois pode conter pedaços de frituras nele)

3- Coloque em um balde (que você não vai utilizar novamente) 1 kg de soda caústica em escama.

4- Adicione 2 litros de água e misture com cuidado até dissolver a soda caústica (utilize luvas, sapato fechado e mascara) 

5- Adicione o óleo e 200 mL de amaciante, misture bem

6- Despeje em uma forma e corte em quadrados

7- Espere até o dia seguinte. Pronto, sabão para as suas roupas ou para venda!



                                   Por Raquel Benac

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Araruama , a menina dos Olhos de Deus!

Nesta semana nossa cidade completa 154 anos! O tempo e a história construíram mais do que o desenvolvimento, teceram nas gerações o amor por esta terra abençoada por Deus. 

A brisa, o sol, o movimento das árvores na orla da Lagoa, convidam   ao acolhimento, ao refrigério e a restauração. Este lugar é uma escolha do céu para revigorar o coração e os sonhos de muitos!

Uma cidade é feita de pessoas, de cores e de história!Como filhos, amigos e cidadãos desta terra, precisamos erguer legados para as futuras gerações. Nas mais diversas perspectivas, do social ao ambiental. Esta é a nossa porção, é nosso dever sermos mordomos, servos e investidores em potencial. 

Cuidar da terra e da gente, consiste em um princípio de existência e condição vital para nossa descendência. Olhar com mais zelo para nossa cidade, implica olhar para nós mesmos, no sentido de amarmos o que somos e possuímos. Isto nos faz fortes, gratos e históricos! 

Araruama, a menina dos Olhos de Deus!


Por Clarissa Benac.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Exposição sueca apresenta inovações sustentáveis no Rio

Revista Veja

Algodão impermeável, carregador ecológico e despoluidor de água estão entre as novidades que seus criadores sonham em popularizar

Rafael Lemos, do Rio de Janeiro

A exposição Suécia Inovadora reúne 20 inovações sustentáveis, no CCBB do Rio de Janeiro
A exposição Suécia Inovadora reúne 20 inovações sustentáveis, no CCBB do Rio de Janeiro (Divulgação)
Com uma população menor do que a da cidade de São Paulo, a Suécia é o país de origem de vários produtos hoje incorporados ao cotidiano das pessoas no mundo inteiro. A nacionalidade sueca é um traço comum entre invenções diversas, como o zíper, o fósforo, o celular (o primeiro modelo foi desenvolvido pela Ericsson, em 1956) e também o Bluetooth. Com toda essa tradição, o país escandinavo estreou nesta terça-feira a 'Exposição Suécia Inovadora', no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), no Rio de Janeiro. A mostra, que vai até 8 de julho e tem como foco o desenvolvimento sustentável, é um dos eventos preparatórios para a Rio+20 e integra a Semana da Inovação Brasil-Suécia.

A exposição apresenta 20 soluções inovadoras, dispostas em estandes cilíndricos, criadas por empresas suecas para enfrentar problemas do dia a dia. Uma das mais surpreendentes é o sistema Solvatten, um recipiente portátil que transforma água suja em potável com o uso da energia solar. O produto já tem sido testado na África.

Entre as curiosidades da mostra, também está a tecnologia OrganoClick, capaz de criar um algodão à prova de água, através da simulação de processos químicos que ocorrem na própria natureza. Na prática, o material pode dar origem a tecidos e roupas resistentes à chuva, por exemplo. A empresa que detém a patente da novidade também promete madeira à prova de fogo e sacolas de papel que não rasgam ao ficarem úmidas.

Outra atração é o carregador de celular ecológico, da Powertrekk. O equipamento é levado à tomada uma vez e, depois, precisa apenas de água para transformar hidrogênio em energia elétrica para alimentar celulares, luminárias e lanternas, tudo via USB.

"Acho importante ver como os três pilares da sociedade - o governo, as empresas e a academia - podem trabalhar juntos para ter um impacto real na vida das pessoas, porque, às vezes, é difícil entender como esses encontros da ONU afetam o nosso dia a dia", explica Pierre Liljefeldt, oficial da Embaixada da Suécia no Brasil."


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Borboletas Recicladas

Um mundo de cores se enconde entre as revistas antigas, em papéis lançados nos calçadas da cidade. O desafio é descortinar este arco-íris em meio ao que a maioria acredita ser lixo! É uma realidade, somos esta sociedade, que prefere as vezes laçar coisas fora sem dar uma segunda chance. 

A artista Rebecca Coles, escolheu moldar borboletas a partir destes papéis dispensados por muitos. Um trabalho singular e impressionante! 

Confira uma parte do seu portfólio







Por Clarissa Benac.


quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Vale a pena relembrar!

Vale a pena relembrar que pequenas atitudes podem gerar grandes transformações.
Vale a pena relembrar que juntos fazemos a diferença.
Vale a pena relembrar os bons momentos e reacender a esperança de uma sociedade melhor!

Desta vez decidi trazer a nossa memória o potencial que nós temos na atuação voluntária. Quantos aqui lembram das atividades que desenvolvíamos com o Laguna Viva? Quantos aqui participaram de atividades tão marcantes como o "Orla Limpa" (onde conscientizávamos as pessoas nas praias a respeito do lixo, distribuindo panfletos sobre o tempo de decomposição do lixo e sacolas de papel para recolhimento do lixo)? Como nos mobilizamos e impactamos os banhistas!
 E a juventude reunida com o ciclismo nas ruas de Araruama para enfatizar que o transporte limpo é uma das opções para amenizar a poluição do ar?
E no dia das águas, que nos reunimos com as crianças na praça, com exposições sobre a preservação daquela e dicas para transformação do óleo em sabão? E os "Ultimas Horas Eco", alguém lembra?
Bem estas atividades desenvolvidas pela força da nossa unidade voluntária era o indicio do nascimento de algo maior, que podemos vivenciar hoje, o Projeto Neemias.
Realmente vale a pena relembrar, relembrar não só para se ver na memória, mas para nos estimular a atuar novamente em atividades tão nobres, que parecem pequenas, mas se desenvolvidas de forma contínua através da união de nossas forças, podem transformar o nosso meio, o nosso mundo de forma extraordinária!


Orla Limpa- Juntos Fazemos a diferença!

Orla Limpa- Momento de conscientização do banhista a respeito do lixo nas praias

Orla Limpa- Educação Ambiental Informal feita com amor e dedicação

Orla Limpa- Nosso Apóstolo orgulhoso pelo nosso patrimônio ambiental, a Laguna Viva

Orla Limpa- Katia acabando com o lixo encontrado na praia

Orla Limpa- Equipe de voluntários maravilhosa!

Orla Limpa- Voluntários organizados por grupos.

Orla Limpa- Conscientizando os Comerciantes

Orla Limpa- Voluntários altamente atenciosos

Orla Limpa- Em vários pontos da Laguna de Araruama

Orla Limpa- Contando com uma juventude super atuante

Orla Limpa- Organização em Grupos

Orla Limpa- Pr. Marcos conscientizando os araruamenses com muita atenção

Orla Limpa- Cuidando da nossa Laguna

Orla limpa- Apóstolo Washington e Pr. Luiz Celso distribuindo sacolas de papel para coleta de lixo

Orla Limpa- Equipe Linda

Orla Limpa- Em vários pontos trazendo a Educação Ambiental Informal

Orla Limpa- Pr. Quintanilha e Paraná mobilizando em Praia Seca.


Por Raquel Benac



Confira esta matéria extraída do site da Fundação Itaú Social


Voluntariado, empresas e cidadania

Estudos recentes demonstram potencial transformador do Voluntariado.

2013-01-14
Valéria Riccomini, psicóloga pós-graduada em RH pela Universidade de São Paulo (USP) e em Inteligência Empresarial e Gestão de Conhecimento pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), é diretora da Fundação Itaú Social.
Desde 2001, quando a Assembleia Geral das Nações Unidas instituiu o Dia Internacional do Voluntariado, comemorado no dia 5 de dezembro, com o objetivo de incentivar e valorizar o serviço voluntário em todo mundo, diversos setores da sociedade passaram a estudar e estimular essa prática que contribui há séculos para o desenvolvimento e a consolidação da cidadania. Um dos objetivos do desenvolvimento desse tipo de atividade por meio de programas estruturados é provocar no voluntário um sentimento de civismo e transformação social.
Dados de estudos recentes demonstram o grande potencial transformador dos voluntários no Brasil e no mundo. Segundo as Nações Unidas, o número de pessoas que realizam atividades voluntárias chega a 140 milhões de pessoas, que mobilizam cerca de U$ 400 bilhões ao ano. Eles contribuem para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio ajudando na redução da pobreza, no fomento à governança democrática, na promoção de políticas ambientais, na prevenção e resposta a crises e na luta contra o aumento de doenças como o HIV/Aids.
Uma pesquisa realizada pela Rede Brasil Voluntário e Ibope Inteligência em 2011 mostrou que um em cada quatro brasileiros com mais de 16 anos, cerca de 35 milhões de pessoas, faziam ou já haviam feito trabalho voluntário, e 11% delas, cerca de 15 milhões, exerciam alguma atividade voluntária naquele momento. Dos que realizavam alguma ação de voluntariado, 53% eram mulheres e 47% homens, com uma média de idade de 39 anos. O número bastante próximo de homens e mulheres engajados é surpreendente e contraria a percepção geral de que o voluntariado seria uma atividade majoritariamente feminina.
Em relação à motivação, 67% apontam que o fazem para "ser solidário e ajudar os outros", 32% para "fazer a diferença e melhorar o mundo" e 32% por motivações religiosas. A pesquisa também mostrou que os voluntários são conectados. Do total, 87% dos voluntários têm celular, 64% têm computador, 62% usam a internet e 53% usam as redes sociais.
A edição mais recente da pesquisa Perfil do Voluntariado Empresarial no Brasil, lançada na semana passada pelo Conselho Brasileiro de Voluntariado Empresarial, aponta que 57% das empresas brasileiras fazem algum tipo de trabalho voluntário. De acordo com o levantamento, a área da educação continua a ser a que mais recebe incentivo. O tema está em 70% das que foram envolvidas no estudo, seguido de ações voltadas à assistência social e à preservação ambiental.
Não se pode negar que o despertar das grandes companhias para o potencial transformador desse tipo de atividade é muito importante para o desenvolvimento dos profissionais. Por outro lado, é essencial que o voluntariado mantenha suas características de espontaneidade e participação cidadã, não sendo, de maneira alguma, resultado de um estímulo impositivo, pois é a geração de valores que a atividade voluntária proporciona que faz a diferença na sociedade. O voluntariado é uma atividade com responsabilidade, direitos e deveres. É um exercício de cidadania.
Atualmente, o trabalho voluntário exige cada vez mais qualificação, o que reforça a necessidade de investimento em formação de pessoas para esse tipo de atividade. Algumas estratégias que já vêm sendo utilizadas por empresas em programas de voluntariado constituem um reforço importante para estimular a adesão, sensibilizar o público interno e reconhecer as ações dos colaboradores. Entre elas, a realização de palestras, eventos para integração e troca de experiências e campanhas de comunicação interna, envolvendo inclusive trainees de grandes corporações.
O aprimoramento da gestão de programas focados especificamente nesse tema também constitui um dos principais desafios dos programas de voluntariado social corporativo. Para isso, é necessário investir na produção de indicadores, o que certamente criará condições mais propícias ao desenvolvimento de programas de capacitação, à implantação de mecanismos de avaliação e de monitoramento de resultados.
O voluntariado é importante para as empresas, pois provoca nos colaboradores o orgulho de pertencer, e também para as pessoas que exercem a atividade, pois possibilita o desenvolvimento de competências importantes para os profissionais, entre elas liderar, trabalhar em equipe, lidar com a diversidade, com recursos escassos e tomar decisões. E finalmente, o principal benefício da atividade voluntária, de acordo com especialistas em desenvolvimento de pessoas e direitos humanos, é o despertar da consciência para valores essenciais à evolução da sociedade.

Por Clarissa Benac